

ASSOCIAÇÃO CASA-MEMÓRIA DE CAMÕES EM CONSTÂNCIA
A Associação Casa-Memória de Luís de Camões instalou, em terreno cedido pela Câmara Municipal de Constância, este singular Jardim-Horto que se tornou o mais original e vivo monumento erigido no mundo a um poeta.
Para além da flora camoniana aqui retratada de forma delicada, o Jardim conta com um diversificado conjunto de motivos de interesse: um elucidativo painel de azulejos reproduzindo o perfil dos três continentes percorridos pelo Poeta, um Jardim de Macau, um pequeno auditório com uma reprodução do Planetário de Ptolomeu, uma Esfera Armilar (oferta da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e concepção dos escultores António Trindade e Alípio Pinto), um poço de traça árabe e uma âncora do séc. XVII arrancada ao Tejo e classificada pelo Museu da Marinha.
A estátua de Camões à entrada do Jardim-Horto, criação e dádiva do mestre escultor Prof. Lagoa Henriques, retrata o Poeta sentado à sombra dos arcos da Casa da sua Memória, contemplando o formoso Rio Zêzere
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Camões
Poeta Genial
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Numa atmosfera de grande beleza, a flora referida pelo Poeta na sua obra encontra-se aqui devidamente representada, desde as pequenas herbáceas às árvores que, a seu tempo, se carregam de aromas e de frutos, também estes louvados por Camões. Tanto as plantas típicas da vegetação mediterrânica, como algumas plantas tropicais estão devidamente identificadas através de placas que também transcrevem os versos do Poeta que as referem. Este Jardim-Horto é obra de arte e ciência que, espera-se, perpetuará a flora camoniana.
A instalação deste Jardim-Horto contou com o valioso apoio do Instituto Cultural de Macau, que contribuiu também com as peças cerâmicas do pavilhão lacustre, vindas directamente de Macau, e com os desenhos da sua construção.
Segundo Ptolomeu, astrónomo grego nascido no século II d.C., a Terra (rodeada pelos quatro elementos) permanecia fixa no centro do Universo então conhecido e, à sua volta, giravam sete astros errantes: Lua, Mercúrio, Vénus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno. Exteriormente ao «céu de Saturno» imaginava-se o firmamento onde se supunham fixadas as estrelas. Na representação estão assinaladas as constelações do Zodíaco, aquelas sobre as quais se passeia o Sol ao longo do ano. |